Luthier dos famosos? Como isso começou de verdade
Comecei atendendo ao público em geral.
Eu era inexperiente, mas tinha muita vontade de aprender e muita garra para seguir empreendendo.
Naquela época não existia internet como hoje. Era tudo no boca a boca — e, pra falar a verdade, ainda é. A diferença é que hoje esse boca a boca consegue atingir muito mais gente.
Foi assim que comecei a atender músicos locais. Alguns cresceram profissionalmente, continuaram comigo e são meus clientes até hoje.
Acho que alguns diferenciais ajudaram desde o começo: preço justo, prazo, organização e confiança.
Nunca pensei em atender artistas famosos. Sempre pensei no cliente comum, no músico que queria melhorar o próprio instrumento ou fazer um trabalho bem feito.
E uma coisa eu nunca mudei: não diferencio artista conhecido de músico amador. Não cobro mais porque a pessoa é famosa, nem trabalho de graça em troca de divulgação.
Sempre procurei ser justo e sincero com todo mundo.
Lembro até hoje de quando Roberto Menescal entrou na minha oficina, por volta de 2007. Eu simplesmente não sabia quem ele era.
Ele mostrou a guitarra, gostou do orçamento e eu fiz a ficha normalmente.
Depois minha mãe viu o nome e perguntou:
“Você sabe quem é essa pessoa?”
Eu não sabia, kkk.
E o Menescal continua meu cliente até hoje.
Muitos outros músicos vieram depois, mas a lógica sempre foi a mesma:
A indicação pode abrir uma porta. A qualidade do serviço é o que faz o cliente voltar.
Foi assim, de um em um, que construí essa confiança ao longo dos anos.
