Há muitos anos eu recebo instrumentos quebrados ou abandonados, recupero o que é possível e depois faço a doação para instituições sem fins lucrativos que trabalham com ensino de música.
É um projeto que nunca divulguei muito, principalmente porque nem sempre consigo dedicar a ele o tempo que gostaria.
Mas agora, meu filho mais velho também começou a me ajudar nessas recuperações, e achei que fazia todo sentido trazer esse trabalho para dentro da Música é o Futuro.
A ideia é simples: pegar um instrumento que talvez não tivesse mais utilidade para alguém, colocá-lo novamente em condições de tocar e fazer com que ele chegue às mãos de quem pode realmente aproveitar aquela oportunidade.
Vou começar a mostrar um pouco desses trabalhos por aqui.
Sempre recebíamos instrumentos quebrados e que, infelizmente em alguns casos, foram abandonados por motivos diversos.
Ao invés de deixar eles largados, decidimos dar a eles um futuro na música: restaurar esses instrumentos e doar eles para instituições que ensinam música sem fins lucrativos.
Quero usar este espaço para reconhecer membros que realmente estejam contribuindo para a comunidade.
Não precisa ser quem posta mais.
A ideia é destacar pessoas que mostrem, por exemplo:
- qualidade no que compartilham;
- evolução;
- criatividade;
- disposição para ajudar;
- boas histórias;
- trabalhos interessantes;
- participação que agregue valor aos outros.
Periodicamente, vamos selecionar alguns membros e apresentar melhor o trabalho, a trajetória ou a contribuição deles aqui na Música é o Futuro.
Dependendo do caso, podemos também criar alguma forma de reconhecimento ou benefício para quem se destacar.
O mais importante é uma coisa: não é competição. É reconhecimento por contribuição.
Todo mundo começa de algum lugar.
Eu também já fiz meu primeiro trabalho sem ter a experiência, as ferramentas e a segurança que tenho hoje.
Na época, minha bancada era uma mesa improvisada ao lado de uma pia na cozinha.
Quando abri minha empresa, em 1994, rapidamente apareceu muita gente querendo consertar instrumentos. E não era porque eu já fosse uma referência. Era porque existiam poucos profissionais trabalhando com isso naquela época.
E, acredite, isso não foi exatamente uma vantagem pra mim.
Pelo contrário: tive que aprender muita coisa sozinho. Quase não tinha com quem tirar dúvidas, e algumas situações levavam um tempão até eu conseguir resolver.
Vídeo ensinando? Tutorial? Alguém mostrando o passo a passo?
Esquece.
Hoje eu faria algumas coisas diferentes. Principalmente, teria investido mais cedo no estudo da luteria e teria praticado muito mais em instrumentos “cobaias”.
Mas foi justamente errando, acertando e aprendendo na prática que fui evoluindo.
Acho importante mostrar isso porque, quando a gente vê só o resultado final de alguém experiente, parece que aquela pessoa sempre soube fazer tudo.
Não é assim.
Todo profissional já foi iniciante.
Se você tiver foto do seu primeiro trabalho — ou até de uma bancada improvisada do começo — posta aqui também.
Vai ser legal ver de onde cada um começou.
Comecei atendendo ao público em geral.
Eu era inexperiente, mas tinha muita vontade de aprender e muita garra para seguir empreendendo.
Naquela época não existia internet como hoje. Era tudo no boca a boca — e, pra falar a verdade, ainda é. A diferença é que hoje esse boca a boca consegue atingir muito mais gente.
Foi assim que comecei a atender músicos locais. Alguns cresceram profissionalmente, continuaram comigo e são meus clientes até hoje.
Acho que alguns diferenciais ajudaram desde o começo: preço justo, prazo, organização e confiança.
Nunca pensei em atender artistas famosos. Sempre pensei no cliente comum, no músico que queria melhorar o próprio instrumento ou fazer um trabalho bem feito.
E uma coisa eu nunca mudei: não diferencio artista conhecido de músico amador. Não cobro mais porque a pessoa é famosa, nem trabalho de graça em troca de divulgação.
Sempre procurei ser justo e sincero com todo mundo.
Lembro até hoje de quando Roberto Menescal entrou na minha oficina, por volta de 2007. Eu simplesmente não sabia quem ele era.
Ele mostrou a guitarra, gostou do orçamento e eu fiz a ficha normalmente.
Depois minha mãe viu o nome e perguntou:
“Você sabe quem é essa pessoa?”
Eu não sabia, kkk.
E o Menescal continua meu cliente até hoje.
Muitos outros músicos vieram depois, mas a lógica sempre foi a mesma:
A indicação pode abrir uma porta. A qualidade do serviço é o que faz o cliente voltar.
Foi assim, de um em um, que construí essa confiança ao longo dos anos.
Tem algum trabalho que você olha hoje e pensa: “esse ficou bom mesmo”?
Pode ser uma regulagem, restauração, construção, pintura, modificação, gravação, montagem ou qualquer outro projeto ligado à música.
Poste aqui o antes e depois e, se puder, conte rapidamente:
- como estava no começo;
- o que você fez;
- qual foi a maior dificuldade;
- e o que mais gostou no resultado.
Não precisa ser perfeito.
Às vezes o mais interessante é justamente mostrar a evolução.
Este espaço foi criado para valorizar o talento dos membros da comunidade.
Pode ser:
- uma regulagem;
- uma restauração;
- uma construção;
- uma gravação;
- um show;
- um projeto musical;
- ou qualquer outro trabalho ligado à música.
Se puder, conte um pouco sobre:
- o que você fez;
- qual foi o maior desafio;
- o que aprendeu;
- e o que faria diferente hoje.
Fotos e vídeos ajudam bastante.
Aproveite também para comentar nos trabalhos de outros membros. Um elogio, uma sugestão ou uma dica podem fazer toda a diferença!
