A história do meu violão.
Nem sempre o instrumento mais interessante é o mais caro ou o mais raro.
Às vezes ele se torna especial pela história que aconteceu ao redor dele.
Em 1957, durante uma festa na casa dos meus pais, João Gilberto apareceu e perguntou se eu tinha um violão.
Nós ainda não tínhamos convivido de verdade.
Levei João para um quarto onde pudéssemos tocar e ali ele me mostrou aquela maneira completamente diferente de tocar e cantar, incluindo “Hô-Bá-Lá-Lá”. Depois daquele encontro, comecei a levá-lo para conhecer outros músicos da turma.
O curioso é pensar que aquele violão, naquele momento, deixou de ser apenas um instrumento. Ele virou testemunha de um encontro que ajudou a aproximar pessoas que estavam construindo uma nova maneira de fazer música.
É por isso que gosto tanto das histórias por trás dos instrumentos. Às vezes o valor mais importante não está na madeira, na marca ou no ano de fabricação, está no que aconteceu com ele.
Vocês têm algum instrumento cuja história vale mais para vocês do que o próprio valor do instrumento?
