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  • Quem sou e minha história

    Sou violonista, guitarrista, compositor, arranjador e professor. Nasci em Belo Horizonte, mas foi em Brasília que minha relação com a música ganhou força e começou a se transformar em profissão.

    Venho de uma família muito musical. Em casa, todos tocavam e cantavam, e foi ali que comecei a ouvir e aprender música. Primeiro veio o piano; depois, o violão, que se tornou meu principal instrumento. A música brasileira, especialmente a bossa nova, fazia parte do ambiente em que cresci.

    Comecei a tocar profissionalmente por volta dos 17 anos, em Brasília. Naquela época, eu tinha um duo de voz e violão com a Zélia Duncan, que ainda era muito jovem, e tocávamos de quinta a domingo em um bar no Lago Sul.

    Foi ali que comecei a entender de verdade o que significava ser músico profissional: ter repertório, cumprir horário, lidar com o público, tocar por horas e, principalmente, aprender a ouvir e se adaptar a cada situação. Era uma verdadeira escola.

    Depois de algum tempo, decidi aprofundar meus estudos e fui para Los Angeles, onde estudei guitarra no Guitar Institute of Technology (GIT). Tive contato com grandes mestres da guitarra e do jazz, entre eles Joe Pass, Ted Greene, Joe Diorio, Frank Gambale e Scott Henderson. Quando voltei ao Brasil, estava decidido a viver de música.

    A partir daí, minha trajetória passou a reunir diferentes aspectos da música: tocar, compor, arranjar, gravar e ensinar. Trabalhei com grandes artistas brasileiros e internacionais, participei de centenas de gravações e construí também uma carreira dedicada à educação musical, com livros, cursos, workshops e projetos de ensino. 

    Nos últimos anos, uma parte importante desse trabalho ganhou outra forma através do Um Café Lá em Casa, projeto em que converso com músicos e artistas sobre suas histórias, seus processos e, naturalmente, sobre música. É uma maneira de continuar aprendendo e, ao mesmo tempo, compartilhar aquilo que a experiência me ensinou.

    Mas uma coisa que aprendi ao longo do caminho é que nem todo mundo precisa transformar música em profissão.

    Para muita gente, a música é um hobby, uma paixão, uma forma de expressão ou simplesmente um lugar para onde se pode voltar depois de um dia difícil. Para outros, ela se transforma em trabalho e profissão.

    Não existe um único caminho.

    O importante é entender o que você quer da música e construir seu caminho com consciência, curiosidade e prazer em aprender.

    É isso que espero encontrar também nesta comunidade: gente interessada em música, disposta a trocar experiências, fazer perguntas, compartilhar descobertas e continuar aprendendo.