Quem sou e minha história
Comecei a tocar violão aos 12 anos, inicialmente muito influenciado pelo rock pesado. A música me pegou rapidamente e, aos 16 anos, eu já estava tocando profissionalmente.
Desde o começo, porém, uma coisa ficou muito clara para mim: tocar é também estar disposto a aprender o tempo todo.
Quando tinha 16 anos, eu pegava um ônibus em Cabo Frio e viajava cerca de três horas até o Rio de Janeiro, a cada duas semanas, para estudar com professores mais experientes. Naquela época, eu já entendia que, se quisesse evoluir, precisava procurar quem pudesse me mostrar novos caminhos.
Essa busca continuou por muitos anos e acabou me levando à Berklee College of Music, em Boston. Foram anos de uma verdadeira imersão musical, estudando performance, improvisação, composição, harmonia e convivendo com professores e músicos de diferentes formações e culturas. Em 2008, concluí o curso de Performance com honras.
Na Berklee, uma das coisas que mais me marcou foi justamente a possibilidade de ter contato com muitos professores diferentes. Eu pesquisava sobre cada um, ouvia suas gravações e procurava entender o que aquele músico poderia acrescentar à minha formação.
Depois de voltar ao Brasil, continuei minha trajetória como guitarrista, compositor e professor. Lancei trabalhos autorais, participei de gravações e projetos com importantes músicos da música instrumental brasileira e passei a dedicar uma parte cada vez maior da minha vida à educação musical.
Em 2015, fundei a Starling Academy of Music, reunindo em um projeto próprio essa experiência de músico e professor. Hoje, meu trabalho está muito ligado à formação de outros músicos e à criação de caminhos mais organizados para quem quer estudar guitarra, violão e música.
Por isso, se existe uma pergunta que considero importante para qualquer músico, é: O que eu quero desenvolver agora? Não “um dia”, agora.
Porque estudar música não precisa significar simplesmente acumular informação. É preciso saber onde queremos chegar, identificar aquilo que ainda não sabemos fazer e encontrar o próximo passo possível.
Foi assim que construí minha própria trajetória — sempre procurando o próximo professor, o próximo desafio, a próxima descoberta.
E é isso que espero encontrar também nesta comunidade: músicos que estejam dispostos a compartilhar experiências, fazer perguntas, trocar conhecimento e, principalmente, continuar aprendendo.
